A dona da casa

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Sempre linda Floripa - viagem de férias

Adoro programar minhas viagens de férias para o mês de abril.
É uma época do ano em que o clima, os preços, a muvuca estão ok em qualquer lugar do mundo!
Esse nosso abril de 2016 foi em Florianópolis.
Que presente meu marido me deu com a possibilidade de conhecer intimamente essa cidade tão linda!
Pelo fato de ser de lá, além de poder me apresentar cada cantinho escondido, fugindo dos "pega-turistas", maridão me apresentou pessoas realmente incríveis, que são, agora, indispensáveis é insubstituíveis para mim. 
❤️
Ficamos hospedados num condomínio incrível na praia do Campeche.




Os dias estavam lindos, apesar do medo de pagarmos alguma semana de chuva (comum para o mês de abril)!
A praia do Campeche fica ao sul da ilha de Florianópolis. Uma praia oceânica, muito limpa, de natureza intocada e mar revolto. 
Já havia ficado em outras praias da ilha, mas confesso que dessa vez me apaixonei!








O mar faz bem. Pra tudo, mas sobretudo, pra alma! 
Só de estar pertinho dele, sentir sua brisa, seu cheiro salgado, seu clima abafado, fazemos as pazes com tudo, todos é nós mesmos.
Mais ao sul da ilha, foi a vez de revisitar o Ribeirão da Ilha. Região produtora das famosas ostras (que amo!), um bairro encantador com suas ruas de pedra sabão.
Lá, claro, fomos matar as saudades daquela ostra fresquinha ao bafo que só Floripa te proporciona!


Mal sabíamos que uma surpresa nos aguardava: um pôr do sol espetacular!




Ao norte, visitamos Santo Antônio de Lisboa.
O lugar é lindo, um charme! 
De fato, Floripa é uma ilha que, diferentemente do interior de Santa Catariana, foi colonizado por português  da região dos Açores. 
Não é preciso muito para chegar a essa conclusão.





segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Risoto de abóbora japonesa, calabresa e gorgonzola



Estava tudo picadinho na geladeira.
Nessas horas em que os amigos estão em casa, esse tipo de facilidade que o mercado te proporciona é fantástico! Sobra mais tempo pro bate papo.
Foi um final de semana ótimo! Com queridos amigos que não víamos há quase três anos.
Muito passeio, muito assunto, muita novidade pra colocar em dia.
Final de domingo. 
Abrimos a garrafa do Chardonnay chileno. Colocamos para gelar.
O tempo estava, como previsível, muito quente.
Coloquei o caldo de legumes para esquentar.
Os cubinhos de abóbora japonesa para cozinhar. Sem azeite, nem sal. Apenas umas folhinhas de sálvia.
Em outra panela, os pedacinhos de linguiça calabresa para dourar, até ficarem crocantes. Tirei o excesso de gordura e reservei.
Nela, coloquei rodelas de cebola para glacear num pouquinho de molho shoyu e duas colheres de café de açúcar mascavo. Reservei.
Comecei o risoto. Como sempre.
Cebolas picadas para dourar...
Vinho para incorporar...
Caldo de legumes de tempos em tempos para cozinhar.
Quando al dente, acrescentei as abóboras cozidas, a linguiça, a cebola glaceada e pedacinhos de queijo gorgonzola.
Pronto em menos de 20', um risoto gostoso para finalizar um final de semana melhor ainda.
Voltem sempre, Vê & Rô!

Trilha do Parque Nacional de Brasília (Parque Água Mineral)



domingo, 15 de novembro de 2015

Comidinhas dos Estados Unidos - Matando um pouco a saudade

Depois de quase quatro anos voltamos aos Estados Unidos.
Foi uma viagem rápida, a trabalho, de apenas uma semana.
Mas foi o suficiente para matarmos a saudade de algumas coisas de que sentíamos falta (consciente ou sem ao menos nos darmos conta...) de quando moramos em NYC.
E aqui eu quero enfatizar apenas as coisas gastronômicas, claro!

Primeiramente, as draft beers.
Nos últimos anos, a oferta de chopps artesanais de qualidade melhorou muito no Brasil. Isso não se pode negar.
Mas sentar num pub (ou sujinho americano) de frente a todas aquelas torneiras, com opções de cada canto daquele país, incluindo as sazonais, é muito legal.
OBS: Só não foi mais legal porque o dólar estava de lascar...!
Mais legal ainda é que em qualquer rede nacional vc encontra um chopp produzido para aquele local.
Esse aí da foto é uma Pale Ale produzida pela Brooklyng Brewery especialmente para a rede de hamburguerias Shake Shack. E, mesmo com certa desconfiança a princípio, achamos muito bom!

ShakeMeister Ale
Shake Shack de DuPont
Circle - Washington D.C. 

Segundo, o café.
Eu sei. Muitos me dizem. Sou a pessoa estranha que gosta de café americano.
True.
Podem me crucificar, mas uma das minhas saudades era a de tomar aquele tonel de café ralo no copo americano.
A-do-ro!
Não curto espresso.

Americano da Paul Patisserie
Georgetown - Washington D.C.
Terceiro, o bolinho.
A modinha dos cupcakes arrefeceu um pouco aqui no Brasil.
Nos Estados Unidos, lojas especializadas em cupcakes são uma instituição.
Há competições, títulos e prêmios nacionais para as melhores casas.
E filas intermináveis nas lojinhas de cupcakes a cada esquina.
Para mim, o melhor do cupcake é a textura compacta da massa, o tamanho e a facilidade de comer, e aquela cobertura típica deliciosa de cream cheese.
Há várias opções de receitas aqui no Recebendo, caso queira se arriscar. ;)
Esse da foto é da premiada Red Velvet Cupcakery (Washington D.C.).


Finalmente, o café da manhã americano.
Não estou me referindo aos ovos mexidos, salsichas etc.
Estou falando das panquecas e french toasts.
Minhas opções quando se trata de café da manhã americano.
As panquecas simples acompanhadas de bacon sequinho e crocante e syrup.


E as fatias grossas de torradas francesas encharcadas no creme com canela.
Aff...!



OBS: Tem receitas das panquecas (muuuuito parecidas mesmo!) e das torradas aqui no blog também, pessoal!

Foi bom.
Porém, rápido.
Mas acho que deu pra matar um pouquinho da saudade... :)
Abs e até a próxima, pessoal!

Quando a chuva é o suficiente


Demorou muitos meses.
Mais do que nos nossos dois primeiros anos por aqui.
Mas ela chegou.
Bendita chuva.
Que molha a grama seca.
Que baixa o pó.
Que hidrata os lábios, os olhos, a boca.
Aqui a chuva é o suficiente.
Desperta a vontade de escrever.
De fazer poesia.
Faz sorrir o coração.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Corrida 5km McDonalds Brasília - Minha primeira corrida de rua!


Sempre gostei de caminhadas. Especialmente ao ar livre.
Gosto daquelas longas que dão tempo pra gente pensar bastante, colocar as ideias no lugar e liberar um pouco de serotonina pra chegar em casa mais feliz! :)
Comecei a correr há bem pouco tempo. Cerca de 3 meses. E na esteira da academia mesmo.
Criei meu próprio estilo de treino. Intervalado. 4 min de trote (a 5,5 km/h) seguidos de 2 min de corrida (a 7,5 km/h) durante 60 min.
No começo achei que nunca iria conseguir correr mais do que esses dois minutos. Sério. Parecia demais!
Só que depois de 2 semanas nesse treino "inventado" meu corpo começou a pedir mais corrida.
Parecia vício, ou instinto mesmo.
Troquei o treino para 3 min de trote e 3 min de corrida, também por 60 min.
Gostei! Eu podia correr mais!
Até que um belo dia eu já conseguia correr 20 minutos ininterruptamente! E depois 25, 30... Até enfim correr meus primeiros 5 km!!
Minha marca ainda é ruim (pelo menos quando comparada àqueles que conseguem fazer 5 km em meia hora - gente comum mesmo, não atleta).
O meu melhor tempo, por incrível que pareça, aconteceu na minha primeira corrida de rua.
Me inscrevi na edição desse ano da maior corrida feminina da América Latina: a Corrida 5km do McDonalds.
Foi uma experiência incrível!
Ainda não tinha testado os meus treinos de esteira na rua e, por isso, estava super insegura se iria conseguir correr durante todo o trajeto. 
As condições da corrida ao ar livre são bem diferentes daquelas na academia. Tem a questão do ar condicionado, da inclinação da pista, das condições do asfalto...
Enfim, minha ansiedade era imensa para saber como seria meu desempenho!
Peguei meu kit no sábado.

Kit da Corrida 5km McDonalds (camiseta, número de
inscrição, sacolinha e chip)
A empolgação aumentou! Tudo era novo.
Coloquei o número na camiseta e o chip (o que era aquilo?!) no tênis.

Bolota fuçando no chip que coloquei no meu tênis
Tudo arrumadinho para a prova. 
Na noite anterior me alimentei bem, não tomei meu vinhozinho do sábado à noite e fui dormir cedo.
Apesar de a corrida ser apenas para mulheres, o maridão quis me acompanhar. 
Acordamos bem cedinho no domingo, tomamos nosso café da manhã bem rápido e mesmo assim acabamos saindo um pouco atrasados. :(
Mas deu tudo certo!
Chegando na Torre de TV de Brasília, ponto da largada, estava tudo super organizado e muito animado!!


Grupos de amigas, casais, crianças e até cachorros acompanhando suas donas.
Deu até pra pegar a sessão de alongamento.



Depois dela, foi dada a largada!



Frio na barriga, excitação!
Que bacana!
Alguns dando um tiro, outros optando pelo trote. Maridão correu ao meu lado e me incentivou durante todo o trajeto.


Passando pelo Estádio Mané
Garrincha, logo no começo da prova
Eixo Monumental - Muito sol e
calor mesmo antes as 8h da manhã
Subidinha do Eixo Monumental -
passando pelo Palácio do Buriti,
sede do governo do DF
Continuando a subida, agora
próxima ao Monumento JK
A parte da subida, primeiro trecho, foi angustiante. Estava muito seco e já fazia muito calor para o horário aqui em Brasília, o que deixou a respiração mais difícil e a garganta seca. 
No 2,5 km, na praça do Cruzeiro, finalmente avistamos os postos de distribuição de água!! 
Isso significada que já (ou ainda !) estávamos na metade do percurso, e que agora viria o trecho da descida. Ufa!

Eixo Monumental sentido Torre de
TV. Trecho de declive da corrida.
Ao invés de ser o trecho que imaginei mais fácil, estava enganada. Nessa etapa do percurso, o sol estava bem na nossa direção e atrapalhava pra caramba!
Chegar ao 4 km foi um sofrimento. Por alguns segundos achei que fosse ter que caminhar...

Km 4 do percurso. Já próxima à
Torre de TV.
Mas a vista da Torre de TV me incentivava! Era o meu oásis, e estava a menos de 1.000 m de mim!


André me ajudava com palavras de incentivo o tempo todo. Acho que percebeu minha aflição.
Minha lombar doía enquanto eu só pensava que não poderia correr, correr e morrer na praia... Ia cruzar aquela linha de chegada correndo de QUALQUER JEITO!
E foi então que aquela droga daquela curvinha que me levaria a ela chegou!
Nessa hora André gritou "Vamos! Agora dá um sprint!". 
Senti vontade de matá-lo. Como ele podia pensar em acelerar naquele momento? Eu estava acabada!!
Mas quando eu vi que o mostrador de tempo indicava que eu estava a menos de 40 minutos da linha de chegada, eu corri como nunca corri na vida!!
Em geral, na esteira, faço 5 km em 43 a 45 min!
Ah, eu ia fazer o meu melhor tempo de todos!! 
E cruzei!! Cruzei a linha de chegada!



Que sensação maravilhosa!
Os músculos da perna tremiam, mas não conseguia parar de rir!
Superação. 
Como é boa essa sensação.

Maridão e eu (vermelha feito
pimentão!) com a medalha

Após a prova, os organizadores nos encaminharam o nosso tempo exato de corrida (era para isso o tal do chip, então!). O meu foi de 39'20"! 
Fiquei super satisfeita com tudo.
Que venham mais corridas!
Depois dessa minha primeira corrida de 5 km só preciso ainda entender como é que tanta gente enfrenta os 42 km de uma maratona!
Será que um dia ainda descubro?

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Passeio de bike no Parque da Cidade - Brasília

Novas paisagens. Novos caminhos. Novas aventuras.
Moro em Brasília há quase 3 anos e ainda não tinha dado uma volta de bicicleta por um dos parques mais famosos do País: o Parque da Cidade.
Consagrado pela muísca da Legião Urbana, a principal área de lazer pública urbana da capital federal, possui uma ciclovia de 10 km de extensão. 

Mapa do Parque da
Cidade - o percurso
em vermelho é o da
ciclovia (10 km)
Bastante frequentada aos finais de semana, é um trajeto extremamente agradável, que pode ser completado, sem muito esforço para um principiante como eu, em menos de 40 min.
Na realidade, comprei minha bike - uma bike retrô, super fofa com cestinha e tudo (rs!) - há apenas 2 semanas! 


Ainda meio cambaleante (Nossa, fazia uns 15 anos que não andava de bike!) resolvi enfrentar o trajeto.
Em plena seca, a primeira parte do percurso foi uma subida lastimável! 
Algumas paradas para tomar uma água e uma sombrinha foram necessárias, confesso.




Mas nada que a gente não pudesse administrar... Rsrs.
Afinal, a paisagem era linda! Os corredores de rua, os patinadores, as crianças e os pais atentos, todos sempre muito cordiais, facilitam a vida do iniciante.
Finalmente chegamos à metade do percurso. A sombrinha nos deu mais um alento. E nos estimulou a enfrentar os km finais.


Valeu a pena! 
Chegamos ao ponto de partida. Um bosque do parque repleto de eucaliptos que nos convidavam a passar alguns minutinhos debaixo de suas copas extensas - e alienígenas para a vegetação do cerrado...






Paz e silêncio.
De repente, não tínhamos mais assuntos para tratar, nem observações sobre o trajeto a serem feitas.
Que bom.
Meditamos ali mesmo. Sem nada a dizer, mas com muitas coisas em mente. Em particular, sobre a alegria daquele momento.
Que bom que o parque é logo ali.
E que bom que a bike já está estacionada na garagem.